Video em homenagem as Mamaes Guerreiras , que fazem parte da nossa associaçao !!!Que buscam uma qualidade de vida as seus anjos e lutam para vencer o preconceito !!! Avante Guerreiras Todas juntas somos fortes !!!!
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Quarta reportagem da serie do Fantastico " O Universo particular"
Elas devem ir para escolas regulares ou especiais? E, quando crescerem, vão ter condições de conseguir um emprego?
Uma
das maiores preocupações das famílias que estão no universo particular do
autismo é com o futuro dessas crianças. Elas devem ir para escolas regulares ou
especiais? E, quando crescerem, vão ter condições de conseguir um
emprego?
No
último episódio da série, o doutor Drauzio Varella mostra que o diagnóstico de
autismo, em muitos casos, não impede que a pessoa trabalhe, seja produtiva e
construa uma vida.
O autismo afeta quase todos os aspectos do
comportamento: a fala, os movimentos do corpo, o interesse por amizades, a vida
social, as emoções. O mundo autista é muito variado. Vai dos que nem falam, até
aqueles com habilidades incríveis. Como educar crianças com necessidades tão
diferentes? Colocá-las em escolas comuns ou especiais?
Como incluir no
mercado de trabalho pessoas com tanta dificuldade para compreender as intenções
dos outros? Inclusão. É o tema do último episódio da série Autismo: universo
particular.
O
autismo deve ser diagnosticado precocemente para que a criança possa ter acesso
a profissionais especializados. É nessa fase inicial que o tratamento tem os
melhores resultados.
Educação
Crianças
com autismo podem desenvolver talentos específicos em determinadas áreas do
conhecimento. Desde que essas habilidades sejam identificadas e estimuladas de
forma inteligente. Esse passo inicial muitas vezes depende da
escola.
“Se
ele puder, deve ficar numa escola regular até o momento em que ele começa a
sentir que ele não é igual aos outros, que ele está sempre atrás demais e que
isso comece a trazer problemas para ele. Mas eu não vejo por que um autista com
deficiência intelectual severa estar dentro de uma classe regular. Ele está
perdendo tempo. Ele não está se socializando”, avalia o doutor Salomão
Schwartzman.
O
Lucas sentiu na pele esse problema. Até a quinta série, frequentou uma escola
convencional. “Eu não lembro o que, mas não me sentia bem com aquela gente. Não
pareciam ser, como diziam, amigos de verdade. Como se rissem atrás de mim, sobre
minhas costas e nunca tinha notado”, lembra o jovem.
Crianças
com autismo são alvo fácil para as maldades típicas da infância. Agora, Lucas
está matriculado na AMA, a Associação de Amigos do Autista, e também estuda em
casa, com a ajuda da mãe.
Em
Curitiba, os pais de Thomas e Nicholas encontraram uma fórmula intermediária
para a educação dos filhos.
Thomas,
que tem um tipo mais leve de autismo, estuda em uma escola particular de alto
padrão. Aos 15 anos, Thomas tem um talento especial para matemática avançada e
ciência da computação.
Nicholas,
que tem uma forma mais grave de autismo, frequenta a mesma escola do irmão em
meio período, e complementa a educação em uma clínica especializada em terapia
comportamental, onde conta com a ajuda de profissionais de diversas
áreas.
Uma
das escolas mais preparadas para tratar e educar pessoas com autismo fica em
Nova Jersey, nos Estados Unidos.
É
uma escola pública totalmente adaptada para os 250 alunos, entre 3 e 21 anos.
Lá, os alunos aprendem profissões que possam desempenhar mesmo com as limitações
que apresentam.
Numa
área que imita uma rua de comércio, eles entendem como se organiza a
correspondência de um escritório, por exemplo, ou como se trabalha em um banco
ou supermercado.
No
Brasil, o acesso a essa qualidade de ensino depende do poder aquisitivo das
famílias.
Quem tem condições encontra boas escolas particulares como uma em
São Paulo, onde 80 alunos com o transtorno convivem em harmonia com as demais
crianças. Para conseguir emprego para os alunos, a escola fez uma parceria com
um grande banco.
Desde
dezembro de 2012, o autismo é considerado, por lei, um tipo de deficiência
mental. As pessoas que apresentam esse transtorno têm direito a benefícios na
rede pública de saúde e de ensino. A aprovação da lei só foi possível graças à
dedicação de muitos pais, em especial Berenice Piana, mãe de um rapaz com
autismo.
“A
lei é, na verdade, a Carta Magna dos direitos das pessoas com autismo no Brasil.
O ponto principal dela é: reconhece a pessoa com autismo como pessoa com
deficiência. Segundo: o direito ao diagnóstico precoce. O tratamento
multidisciplinar são vários profissionais para tratar uma pessoa com autismo. O
direito à matrícula na rede regular de ensino. É proibido negar a matrícula a
uma pessoa com autismo, sob pena de multa”, ela explica.
Mas,
na realidade, ainda há um longo caminho a percorrer. Muitos pais não conseguem
atendimento para seus filhos. Foi o que aconteceu com o Matheus. Ele é
deficiente visual e tem autismo. A mãe dele, Eliane, ganhou na Justiça o direito
de o filho receber aulas em casa com um professor da rede pública. Mas os livros
didáticos oferecidos não estão em Braille, o sistema de leitura para
cegos.
Em
uma escola municipal, em São Paulo, Yasmin, de 7 anos, recebe a orientação de
profissionais em uma sala multifuncional, adaptada para a realização de
atividades específicas. Além disso, crianças com autismo devem ser acompanhadas
por estudantes de pedagogia durante as aulas. Mas não há ainda, na rede pública
do município, estagiários suficientes. A prefeitura de São Paulo diz que está
contratando mais estagiários.
Mercado de Trabalho
A
inclusão no mercado de trabalho é difícil, mas existe. É o caso de Alberto. Ele
tem 21 anos e foi diagnosticado com autismo aos 3. Desde pequeno, ele estuda e
consegue fazer a maioria das atividades diárias por conta
própria.
Como
mostrado no último episódio, com treinamento adequado, algumas pessoas com
autismo atingem um grau razoável de independência - o suficiente, por exemplo,
para andar pela cidade e usar o transporte coletivo.
Alberto
é balconista em uma farmácia em São Paulo. Mas atingir esse nível de autonomia,
infelizmente, não é regra entre as pessoas com autismo.
Pelo
poder de concentração em uma atividade e à atenção aos detalhes, pessoas com
autismo podem ser profissionais imbatíveis.
Numa
empresa fundada na Dinamarca, hoje presente em oito países, a maioria dos
empregados está dentro do espectro do autismo. Ela vende serviços de programação
de computadores e processamento de dados. a tecnologia é um campo excelente para
o desenvolvimento das capacidades dos autistas.
O
gerente da empresa se orgulha da política de inclusão. Esse é o começo de
carreiras brilhantes para essas pessoas. Com suas capacidades desenvolvidas,
esses profissionais vão para trabalhos cada vez mais complexos, e se tornam
independentes.
Quando os pais não estiverem mais presentes, eles poderão ter
vidas produtivas e se sentir realizadas.
Futuro
O
doutor Drauzio Varella conta que, durante as gravações da série, aprendeu que o
autismo desorganiza a comunicação e as funções sociais. Que as manifestações
iniciais podem ser notadas já nos primeiros meses de vida e que é fundamental
reconhecê-las o mais cedo possível, em uma fase em que o cérebro tem grande
plasticidade para formar novas conexões, em resposta aos estímulos
educativos.
Para
compreender e educar uma criança com autismo, é preciso esforço, dedicação e
sabedoria para penetrar em seu universo, e fazer com que o nosso lhe pareça mais
acessível e menos absurdo.
Kevin
já começou esse processo. Por enquanto, ele está em tratamento clínico no Centro
de Atenção Psicossocial, o CAPS. A família de Idryss comemora as pequenas
conquistas. Hoje, os pais vão deixá-lo em casa com uma amiga e ter a primeira
noite romântica em muitos anos.
Terceira reportagem da serie do Fantastico " O Universo particular"
Dependência dos pais
No
dia em que Hyandra, a caçula da família, completou 9 anos, os pais, Kelly e
Silvio, prepararam a casa para a festa.
O
entra e sai de pessoas perturba o irmão mais velho de Hyandra. Idryss, de 15
anos, tem uma forma grave de autismo.
Idryss
não fala. Com frequência, morde a mão e a gola da camiseta, comportamento
repetitivo que piora quando ele fica nervoso. Mudanças na rotina podem ser
desagradáveis para pessoas com autismo. Por mais que o pai tente, Idryss não se
acalma. O menino exige atenção constante.
Nos
primeiros meses de vida, o desenvolvimento de Idryss foi igual ao dos outros
bebês. O drama da família também atinge a filha mais nova. Hyandra não tem
autismo, mas sofre com a falta de atenção dos pais.
Algumas
manifestações do autismo exigem tanta atenção que levam a família ao desespero.
Todos passam a viver em função da criança, em tempo integral. Família nenhuma
está preparada para enfrentar um problema dessa gravidade sem receber orientação
especializada.
No
terceiro episódio da série, o Doutor Drauzio Varella fala dos principais métodos
de tratamento do autismo. E como é possível tornar o mundo mais acessível a
eles.
O
autismo modificou radicalmente a rotina da família de Kevin. Reginaldo, o pai,
chegou a trocar de emprego para ficar mais tempo perto do
filho.
Ele
comprou um carro e começou a fazer anúncios pelas ruas do bairro. A mãe, Vera,
vai o tempo todo atrás, tomando conta do menino.
Os
pais não veem outra solução a não ser satisfazer as vontades de Kevin. É o que
acontece também quando eles permitem que o menino tome banho toda hora. Será que
essa é a melhor maneira de lidar com os comportamentos repetitivos, comuns no
autismo?
“Quando
eu percebo que, quando eu me bato, me mordo, bato a cabeça na parede, pai e mãe
imediatamente deixam de fazer o que fazem para me socorrer, eu tenho a chave
para ele, eu estou dizendo: ‘quando você quiser minha atenção, basta se
machucar’. E, como qualquer um de nós, você também repetiria incessantemente a
mesma coisa que te traz uma recompensa. Estar abraçado ou contido pelos pais
pode ser uma recompensa e eu acredito que ele esteja fazendo isso a todo
momento”, explica o doutor Salomão Schwartzman.
Como
a família do Kevin, os pais de Idryss mudaram de vida em função do filho. Eles
passaram a trabalhar em casa. Kelly instalou uma máquina de costura em um canto
da sala. Ela faz toalhas de mesa que o marido, Sílvio,
vende.
Idryss
não desgruda do pai. Cuidar de uma criança com autismo pode ser uma carga
imensa. Em certos casos, o transtorno impõe tantas limitações que um simples
passeio no parque se mostra impraticável. Esse dia a dia às vezes se torna
sufocante.
“Você
já passa a tomar atitudes superprotetoras, você começa a, sem querer, entrar na
doença do filho. Eu diria que algumas famílias com filhos com autismo ou alguma
outra condição crônica, acabam também se tornando autistas, porque passam a
viver em função daquela condição e não aprendem a forma correta de você tentar
evitar os comportamentos inadequados, inserir essa criança no mundo, na medida
do possível”, avalia Schwartzman.
Como
as alterações que levam ao autismo ainda são mal conhecidas e o transtorno é
incurável, existe um número muito grande de tratamentos que prometem bons
resultados. Muitas dessas terapias não têm comprovação
científica.
Glúten
Crianças
com autismo às vezes são extremamente seletivas para se alimentar. Chegam a
limitar o cardápio a apenas um tipo de comida. É mais uma atitude que a terapia
comportamental tenta desestimular. Muitas famílias acreditam que cortar o glúten
da dieta dos filhos alivia os sintomas do transtorno. Glúten é a proteína
encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e
aveia.
Na
casa do Renato, sempre há duas opções de refeição. Ele e os dois filhos com
autismo não comem nada com glúten.
Os
especialistas argumentam que não há comprovação científica de que o glúten tenha
influência nos quadros de autismo.
Tratamentos
Em
São Paulo, a AMA, Associação de Amigos do Autista, oferece tratamento gratuito,
em convênio com o governo estadual, para pessoas com o
transtorno.
Na
AMA, as crianças realizam uma lista de atividades organizadas em painéis. É o
método "TEACCH". O objetivo é dar um mínimo de independência, ensinando
as tarefas simples do dia a dia.
Os
alunos aprendem a arrumar a cama, escovar os dentes, amarrar os sapatos. A cada
acerto, a criança pode fazer algo que goste.
Os
pais de Idryss contam que ele melhorou bastante com a terapia
comportamental.
Outro
exemplo de aprendizado que ajuda a melhorar a comunicação é o
método PECS. As crianças juntam cartões para formar
frases.
Lucas
é uma das crianças atendidas pela AMA. Ele tem um tipo mais brando de autismo,
diferente dos casos de Kevin e Idryss. Até recentemente, essa forma do
transtorno era conhecida como síndrome de Asperger.
Os
portadores de Asperger não apresentam deficiências intelectuais graves. Eles são
capazes de se expressar, muitas vezes com uma linguagem formal, rebuscada, e
geralmente têm um talento direcionado para uma área
específica.
Este
ano, os médicos abandonaram essa denominação. Agora, a síndrome de Asperger é
considerada apenas mais uma manifestação do espectro do
autismo.
Depois
de receber o diagnóstico de autismo, a família levou Kevin para a AMA. Kevin
passou por uma avaliação. Apesar do diagnóstico tardio, a terapia comportamental
ainda pode ajudar o menino.
Mas,
infelizmente, Kevin vai ter que esperar. A AMA está sobrecarregada. As
oportunidades de tratamento gratuito não estão ao alcance da maioria das
famílias Brasil afora.
“É
um dos principais problemas de saúde pública da infância. Se você imaginar que
1% da população tem isto, você necessita de uma estrutura extremamente complexa
e abrangente. E escute, eu tô falando de São Paulo, Drauzio. Você sai daqui e
vai aí para Norte e Nordeste, você não encontra nada em algumas cidades”,
destaca Schwartzman.
É
obrigação do Estado atender às pessoas com autismo. Desde 2012, uma lei
determina que o transtorno receba o mesmo atendimento destinado a outros tipos
de deficiência mental.
As
famílias que têm crianças com autismo devem procurar os CAPS, Centros de Atenção
Psicossocial. Mas eles não estão presentes em grande parte dos municípios
brasileiros.
Lucas
E
aí a pergunta é: faz o diagnóstico, levanta uma ansiedade brutal, e você não tem
como atender essas pessoas? Nesses casos, o desenvolvimento das crianças depende
exclusivamente da dedicação das famílias. Dedicação como a de Paula, mãe de
Lucas, que criou uma cartilha para que ele se acostume com o que vai encontrar
fora de casa.
Lucas
já aprendeu a andar sozinho na rua. Ele entendeu que não pode atravessar a rua
quando o sinal estiver aberto para os carros. Mesmo com a rua livre, Lucas
espera pacientemente.
Agora,
a mãe, Paula, está ensinando o filho a andar de ônibus sozinho e a manter a
calma quando ela não está por perto. Paula mostra pontos de referência para que
Lucas não perca o ponto de parada.
Ele
aprendeu no computador e nas viagens com a mãe quais são os pontos de referência
que deve observar. Vinte minutos depois, chega ao ponto final. E os pais esperam
por ele.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Segunda reportagem da serie do Fantastico " O Universo particular"
Investigação dos sinais do autismo e por que é tão difícil chegar a um diagnóstico.
O
ator Marcelo Serrado leva o drama do autismo para os palcos e revive um
personagem marcante do cinema: Rain Man, sucesso nos anos 80. “Fazer um autista
é um presente para qualquer ator. Porque esses caras são especiais”, diz o
ator.
Como
e quando o autismo se manifesta? Quais os primeiros sintomas? E por que é tão
importante começar o tratamento o mais cedo possível?
O
autismo se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que
cordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões
necessárias. Embora o transtorno seja incurável, quando demora para ser
reconhecido, esses neurônios não são estimulados na hora certa e a criança perde
a chance de aprender.
Estudo
mostrou que, enquanto nos Estados Unidos o diagnóstico é feito antes dos 3 anos
de idade, no Brasil o transtorno só é identificado quando a criança já tem de 5
a 7 anos. Esse atraso agrava as deficiências do autismo e traz mais sofrimento
para as famílias.
O
caso de Kevin
Há
seis anos, Vera e Reginaldo procuram um diagnóstico que os ajude a compreender
os males que afligem o filho Kevin. Você
conheceu o Kevin no domingo passado. Vimos que ele se levanta diversas
vezes, de madrugada, pra tomar banho. Desde pequeno, o menino começou a
apresentar comportamentos peculiares.
Quando
percebe que está chegando o momento de comer, Kevin fica agressivo. O som do
liquidificador é especialmente irritante no autismo. Kevin se alimenta de
papinha, ele recusa alimentos sólidos.
“A
gente já foi em neuro, psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico, tudo quanto é
médico a gente já foi. Uns falam que é retardo mental grave, outros falam que
não. Tem médico que fala que ele não tem nada, que pode ser uma birra, uma
manha”, diz a mãe.
O
neuropediatra Salomão Schwartzman analisou vídeos de quando Kevin era bebê. Aos
quatro meses, ele se comportava como qualquer criança. Mas com um ano idade, ele
já apresentava pequenos sinais de autismo.
“Fica olhando sempre na mesma
direção. Ele não explora mais o ambiente. E uma face sem muita expressão”,
analisa o médico.
Foi
somente no mês passado que a peregrinação terminou. Kevin recebeu o diagnóstico
de autismo - um diagnóstico tardio. A demora em identificar o transtorno
dificulta o tratamento. Depois de seis anos, a família de Kevin pôde,
finalmente, procurar ajuda especializada.
Kevin
perdeu a oportunidade de receber tratamento nas fases iniciais de seu
desenvolvimento. Agora, será preciso muito trabalho para correr atrás dos
prejuízos.
“A
gente sempre fala que a gente não vai ficar assim pro resto da vida, como que
será que vai ser ele sozinho? Quem vai querer cuidar dele? Como será que vai ser
a vida do Kevin? A gente se preocupa já com isso. 'E complicado, né?”, diz a mãe
de Kevin.
Sinais
de autismo
Quais
são os sinais típicos do autismo? Algumas características podem ajudar você a
desconfiar quando a criança tem autismo. Desconfiar porque quem vai fazer o
diagnóstico é o especialista.
Um
dos sintomas mais comuns é quando a criança não responde ao ser chamada pelo
nome. A criança parece surda. Você chama pelo nome, ela não
responde.
Na
presença de outras crianças, ela se isola. Não participa de brincadeiras
coletivas. Ela evita o contato físico. Você vai fazer um carinho e ela se
afasta. Parece que tomou um choque. É hiperativo. Anda pra lá e pra cá, mexe em
tudo, não para um minuto.
Mais
uma característica marcante: não apontar com o dedo para o objeto que quer
alcançar.
Ela pega no seu braço e leva até ele, como se usasse a sua mão como
uma ferramenta.
A
relação com os objetos - brinquedos, por exemplo - é diferente do esperado. Ela
usa os objetos de uma forma muito particular. Ela pega um carrinho, vira ao
contrário e é capaz de passar horas girando a rodinha.
Também
não sabemos por que, mas pessoas com autismo parecem ter uma sensibilidade
alterada. Podem cair no choro por causa de um simples toque. Mas, às vezes, se
machucam feio e não demonstram sentir dor. Mesmo em dias muito frios, não se
preocupam em se agasalhar.
A
criança com autismo foge do contato visual. “Mesmo às vezes na primeira mamada.
E é o momento em que seguramente o bebê olha nos olhos da mãe já com horas de
vida. Algumas vezes você consegue detectar a falta desse contato”, explica
Salomão.
Hoje,
testes clínicos permitem entender melhor essa
dificuldade.
O
caso Gabriel
“O
diagnóstico do Gabriel tem uns quatro anos mais ou menos. Porque até então eu
não sabia. Sabia que o Gabriel era um menino especial”, conta a mãe do que
menino que tem hoje 16 anos.
Nós
fomos com ele fazer um teste. O programa de computador registra para que ponto a
pessoa está olhando quando vê uma figura na tela.
“Quando
você mostra numa tela um bebê e um relógio, normalmente eles olham muito mais
pro relógio. Eles não têm tanto interesse pra olhar pro bebê. Quando você mostra
um rosto, um de nós deve olhar pros olhos - como eu estou olhando pro teu agora.
Eles em geral olham pra outra parte do corpo”, explica
Salomão.
Ao
ver uma foto, Gabriel mostrou que é capaz de olhar nos olhos de uma pessoa. Mas
revelou outro sintoma comum no autismo. Às vezes, ele não consegue interpretar
corretamente o contexto de uma cena.
No
autismo, pode existir uma dificuldade em interpretar figuras. “O que a gente
imagina? Que provavelmente ele observa o mundo de forma fragmentada. Se você
somar essa dificuldade de visualizar o contexto, mais as dificuldades que eles
têm de linguagem, você começa a perceber que o mundo deles é muito diferente do
nosso”, observa Salomão.
De
volta ao consultório, mais um teste com Gabriel. Desta vez, para detectar se
Gabriel é capaz de reconhecer expressões faciais. Gabriel diz que está vendo uma
pessoa de boca aberta.
Para
a maioria das pessoas, o reconhecimento é intuitivo. Mas Gabriel demora,
procurando pistas que o ajudem a entender o que está
vendo.
O
caso Ana Beatriz
Drauzio
Varella foi até Santo André, na grande São Paulo, para conhecer a Ana Beatriz,
de 4 anos. “Eu fiz sete fertilizações pra ter ela. Graças a Deus ela veio. Eu
tive ela com 46 anos”, conta a mãe, Marinês Câmera.
A
mãe conta que Ana Beatriz nasceu prematura e se desenvolveu normalmente até os 2
anos. Mas quando entrou na escola, a mãe percebeu que tinha algo estranho, com 2
anos ela não falava.
Alguns
bebês com autismo nem chegam a falar, é bastante comum. Outros começam a
pronunciar as primeiras palavras, mas de uma hora para a outra regridem. Um
choque para a família.
Apesar
de não falar, Ana Beatriz é uma criança cheia de habilidades - esperta
mesmo.
Quando Drauzio Varella esteve em sua casa, ela mostrou que é capaz de
entender números e organizar os brinquedos.
“Se
você colocar fora da ordem, por exemplo, ela vai lá, empurra tudo, e ela coloca
na ordem”, explica a mãe.
Marinês
sabe que a filha tem autismo, mas está cheia de dúvidas quanto ao grau do
transtorno.
“Ela
entrou no consultório e me ignorou totalmente. Isso já é uma coisa que chama um
pouquinho a atenção, porque não é esperado numa criança com desenvolvimento
social típico”, aponta Salomão.
Ao
ganhar uma caixa de brinquedos, Ana Beatriz reage de forma inesperada. Em vez de
brincar com os trenzinhos, ela começa a organizá-los em fileira, cada um por
tamanho e cor, todos voltados para a mesma direção.
“Não
é um brincar lúdico. Isso é uma organização, é uma coisa sistemática. Eles são
extremamente sistemáticos. O mundo da criança com autismo é um mundo que ela
tenta classificar, organizar, sistematizar”, diz
Salomão.
A
avaliação, feita a nosso pedido, foi até certo ponto tranquilizadora. “Ela não é
um caso de autismo severo. Porque ela não demonstra até agora uma deficiência
intelectual. Ela demonstra claramente que ela sabe o que quer fazer, identifica
corretamente, organiza de forma absolutamente racional”, explica
Salomão.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Primeira reportagem da serie do Fantastico " O Universo particular"
Autismo 1 Para cada 92
Autismo
era considerado uma condição rara, que atingia quatro indivíduos para cada 10
mil vivos. Hoje, a pesquisa mais recente fala em um para cada
92.
Neste
domingo (4), o Fantástico estreou a série ‘Autismo: Universo Particular’. Para
produzir a série, Dráuzio Varella esteve casa de vários pacientes portadores
desse transtorno para mostrar como vivem essas famílias e essas
crianças.
No
Paraná, há uma família com dois filhos em que o autismo se manifesta de uma
forma bem diferente em cada um dos irmãos. O pai passa as noites segurando o
filho enquanto ele dorme.
Kevin
não para de se mexer e se bate repetidamente. Durante a noite, ele acorda
querendo tomar banho, porque só isso o acalma por algum tempo. “Já tive vontade
até de me matar pela situação de bater nele, dele se agredir e não ter o que
fazer, entendeu? Já passou pela minha cabeça de fazer qualquer besteira, então é
difícil”, conta o pai.
Os
pais de Kevin estão em busca do diagnóstico de que o filho tenha autismo, um
distúrbio que desafia a ciência. Não se sabe as suas causas e ele é cada vez
mais comum. Especialistas calculam que o autismo atinja 1% das
crianças.
“O
autismo hoje é considerado um distúrbio no desenvolvimento causado por condições
genéticas e ambientais e que, na verdade, não é uma condição só. Hoje, a gente
fala em um conjunto de autismos pela enorme variabilidade que ele tem. A
característica fundamental dos autismos é o prejuízo na comunicação, na
interação social e na presença de comportamentos peculiares. Comportamentos
repetitivos sem muito significado, que os indivíduos parecem ficar realizando
sem uma finalidade muito clara”, explica o neuropediatra especialista em autismo
Salomão Schwartzman.
O
médico explica que o autismo era considerado uma condição rara, que atingia
quatro indivíduos para cada 10 mil vivos. Ele aponta que a pesquisa mais recente
fala em um para cada 92. “A gente está falando de uma coisa que não é rara, é
extremamente comum. Você encontra na escola, no escritório, no seu consultório,
identifique ou não”, avalia Schwartzman.
Segundo
o especialista, o autista é metódico. “O mundo ideal é aquele em que as coisas
não se modificam. Eu acordo na mesma hora, visto a mesma roupa, tomo café do
mesmo jeito, no mesmo prato, com a mesma xícara. Qualquer variação disso traz um
extremo desconforto”, explica o neuropediatra.
Uma
família que vive o autismo muito intimamente mora em Teófilo Otoni, em Minas
Gerais. Renato, o pai, sempre foi meio esquisitão. “Desde criança eu achava ser
estranho normal, mas porque eu tirava por mim. Para mim, todo mundo era
estranho”, conta ele. Renato casou com Ana Maria, que já tinha uma filha,
Fernanda. Juntos, eles tiveram Mateus e Máximo – os dois com autismo – e
Bárbara, a mais nova. “Eu já estou mais do que acostumada a lidar com eles. Na
verdade, acho eles mais fáceis por causa da questão da rotina”, diz
Ana.
Mas
mesmo as atividades mais rotineiras podem ser um imenso desafio para pessoas com
autismo. Escolher um conjunto de roupas para trocar o filho pode ser uma tarefa
impossível.
“É
muita opção. Combinação de cor, de não sei o que... Sempre me visto pelo
conforto e, exatamente para não ter esse problema de combinação, visto uma cor
só”, brinca Renato.
Os
humanos são animais sociais. Se não tivessem formado grupos, os antepassados
teriam desaparecido da face da Terra. Mas há pessoas com transtorno de
desenvolvimento que apresentam enorme dificuldade de relacionamento social. Para
elas, sons, movimentos, olhares e solicitações dos outros provocam um
curto-circuito que as deixa desorientadas e aflitas. O autismo é um transtorno
desse tipo, no qual a rede de neurônios que controla, no cérebro, a comunicação
e os contatos sociais está desorganizada. “Diria que a marca registrada do
autismo é a falta de desejo ou de possibilidade de interagir com o outro”, diz
Schwartzman.
Atualmente,
o autismo é considerado um distúrbio com um amplo espectro de manifestações,
desde as crianças, como Kevin e Máximo, que têm enormes dificuldades de
responder aos estímulos, até pessoas que têm problemas de convívio social, mas
são extremamente talentosas em áreas específicas. O cérebro deles funciona de
forma única, que ainda é um mistério para a ciência.
Em
um quarto cheio de circuitos eletrônicos e fórmulas matemáticas, um autista
genial é Jacob Barnett. Ele está prestes a se tornar mestre em física quântica
aos 14 anos. Ele dá aulas na internet desde pequeno e hoje participa de
pesquisas na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e pode ganhar o Prêmio
Nobel.
O
caso dos irmãos de Curitiba Nicholas, de 13 anos, e Thomas, de 15, é parecido. O
mais velho, que já aos 3 anos demonstrava facilidade com números, já fez
diversos cursos em nível universitário nas áreas de matemática e ciência da
computação.
Segundo
o neuropediatra Salomão Schwartzman, o impacto de um filho autista em uma
família pode ser brutal. “É algo muito difícil de você lidar. Quando você tem um
filho que é um deficiente intelectual, por qualquer razão que seja, depois de
algum tempo, por maior que seja o luto que você tem com relação a isso, você se
habitua a uma criança que bem ou mal tem uma linha de base. Ou seja, ele tem
prejuízos, mas que depois de algum tempo você sabe quais são e passa a conviver
bem com isto”, diz.
Na
novela ‘Amor à vida’, a atriz Bruna Linzmeyer interpreta Linda, uma garota com
autismo. “Eu tinha ouvido falar muito pouco sobre o autismo, porque é um tema
muito pouco conhecido pela nossa sociedade. A gente criou uma linguagem dessa
personagem se comunicar, como ela dramaturgicamente se envolve em cena. Isso é o
mais difícil. Cada detalhe é muito importante”, conta
ela.
Na
próxima semana, o Fantástico investiga o diagnóstico de autismo: como
descobrimos que alguém tem autismo se nem sabemos ao certo o que provoca esse
distúrbio? Não perca!
Fonte:
G1
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Reportagem do Programa HOJE EM DIA na rede Record
Inclusão social: pacientes com autismo recebem ajuda
O apoio dos pais e da família é essencial para quem sofre com o autismo, mas o autista precisa de muito mais para viver com a doença, os pacientes com autismo também precisam do apoio da sociedade. http://r7.com/dxTX
Nota de Agradecimento
Queria Agradecer
O Senhor Alexandre Pimenta e Redação do site pirituba.net por meio desta agradecer o apoio e a colaboração na divulgação da Palestra
http://www.pirituba.net/jornal/eventos/
Att
Kasulo Borboletas azuis
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Nutriçao e Autismo
As proteínas que mais causam problemas aos autistas são as proteínas do leite, o glúten e da soja .
Como a digestão se torna pobre ocorre a digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas como: pensamentos conturbados, falta de atenção, dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor e irritabilidade.
A dieta não faz nenhum milagre, mas pode facilitar a vida da pessoa com autismo.
APassos para colocar a dieta do autista em prática:
1. Retirar todas a alimentaçao vazia : Não existirá mais aquele lanchinho de comidas que não trazem benefícios nenhum para a saúde, além do que eles podem levar a uma série de desordens no ciclo de metilação 2. Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos: O nível de toxinas ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de aluminio e de enlatados, o preparo de alimentos em microondas e a utilização de recipientes de plástico .
3. Higienize sua cozinha
4. Diminua o uso de alimentos industrializados: O idela seria excluir esse tipo de alimento da dieta. A maioria dos industrializados possuem glutamato monossodico e aspartame e sua composição, Esse compostos podem causar excitotoxidade
5. Diminua o consumo de açúcar: Diminuir tanto o açucar branco como o carboidrato refinado como biscoitos, pães, pizza,etc.
6. Retire todo o leite animal e seus derivados: Retirar da dieta todos os alimentos que possuam caseína, a proteína encontrada no leite. O leite pode ser substituido pelo leite de soja., porém usar somente o imprescindível, pois dependendo da situação do intestino da criança, ela pode ser tornar alérgica à soja.
7. Retirar alimentos com glúten: O glúten, encontrado em alimentos a base de trigo,cevada,aveia,malte e centeio deve ser retirado da dietas do autista.
Como fazer a retirada do Gluten e do Leite?
Inicie a retirada pelo leite e seus derivados, após 3 semanas ou um mês inicie a retirada do glúten gradativamente também até retirá-lo por completo. Dessa forma evita que a criança tenha crises de abstinência.
Quando parte da família consome alimentos com glúten, é importantissimo separar esses alimentos e utensilios de cozinha desses alimentos sem gluten, pois o glúten contamina os alimentos sem glúten, atraves da contaminação cruzada. Até mesmo o oleo da fritura tem que ser diferente.
As farinhas de glúten podem ser substituidas por uma combinação de 3 ou mais farinhas sem gluten. Como por exemplo fécula de batata, povilho e farinha de arroz integral.
Farinhas que não contém glúten:
• Amido de milho
• Farinha de amaranto
• Farinha de amendoim, amêndoas e castanhas
• Farinha de araruta
• Farinha de arroz branco
• Farinha de arroz integral
• Farinha de arroz gltuinoso
• Farinha de banana verde
• Farinha de grao de bico
• Farinha de lentilha
• Farinha de milho amarelo
• Farinha de milho branco
• Farinha de painço
• Farinha de quinua
• Farinha de trigo sarraceno
• Polvilho azedo
• Polvilho doce ou fécula de mandioca
• Farinha de tapioca
• Fécula de batata
O açucar branco pode ser substituído por:
• Néctar de Agave
• Maple Syrup
• Xylitol
• Estévia
Depois de fazer as substituições necessárias é necessário que seja feito um enriquecimento da dieta com alimentos de alto valor nutritivo, como por exemplo com o uso do kefir, tofu, grãos germinados, ghee.
Fonte :http://cidaautismo.wordpress.com/nutricao-e-autismo/
Como a digestão se torna pobre ocorre a digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas como: pensamentos conturbados, falta de atenção, dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor e irritabilidade.
A dieta não faz nenhum milagre, mas pode facilitar a vida da pessoa com autismo.
APassos para colocar a dieta do autista em prática:
1. Retirar todas a alimentaçao vazia : Não existirá mais aquele lanchinho de comidas que não trazem benefícios nenhum para a saúde, além do que eles podem levar a uma série de desordens no ciclo de metilação 2. Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos: O nível de toxinas ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de aluminio e de enlatados, o preparo de alimentos em microondas e a utilização de recipientes de plástico .
3. Higienize sua cozinha
4. Diminua o uso de alimentos industrializados: O idela seria excluir esse tipo de alimento da dieta. A maioria dos industrializados possuem glutamato monossodico e aspartame e sua composição, Esse compostos podem causar excitotoxidade
5. Diminua o consumo de açúcar: Diminuir tanto o açucar branco como o carboidrato refinado como biscoitos, pães, pizza,etc.
6. Retire todo o leite animal e seus derivados: Retirar da dieta todos os alimentos que possuam caseína, a proteína encontrada no leite. O leite pode ser substituido pelo leite de soja., porém usar somente o imprescindível, pois dependendo da situação do intestino da criança, ela pode ser tornar alérgica à soja.
7. Retirar alimentos com glúten: O glúten, encontrado em alimentos a base de trigo,cevada,aveia,malte e centeio deve ser retirado da dietas do autista.
Como fazer a retirada do Gluten e do Leite?
Inicie a retirada pelo leite e seus derivados, após 3 semanas ou um mês inicie a retirada do glúten gradativamente também até retirá-lo por completo. Dessa forma evita que a criança tenha crises de abstinência.
Quando parte da família consome alimentos com glúten, é importantissimo separar esses alimentos e utensilios de cozinha desses alimentos sem gluten, pois o glúten contamina os alimentos sem glúten, atraves da contaminação cruzada. Até mesmo o oleo da fritura tem que ser diferente.
As farinhas de glúten podem ser substituidas por uma combinação de 3 ou mais farinhas sem gluten. Como por exemplo fécula de batata, povilho e farinha de arroz integral.
Farinhas que não contém glúten:
• Amido de milho
• Farinha de amaranto
• Farinha de amendoim, amêndoas e castanhas
• Farinha de araruta
• Farinha de arroz branco
• Farinha de arroz integral
• Farinha de arroz gltuinoso
• Farinha de banana verde
• Farinha de grao de bico
• Farinha de lentilha
• Farinha de milho amarelo
• Farinha de milho branco
• Farinha de painço
• Farinha de quinua
• Farinha de trigo sarraceno
• Polvilho azedo
• Polvilho doce ou fécula de mandioca
• Farinha de tapioca
• Fécula de batata
O açucar branco pode ser substituído por:
• Néctar de Agave
• Maple Syrup
• Xylitol
• Estévia
Depois de fazer as substituições necessárias é necessário que seja feito um enriquecimento da dieta com alimentos de alto valor nutritivo, como por exemplo com o uso do kefir, tofu, grãos germinados, ghee.
Fonte :http://cidaautismo.wordpress.com/nutricao-e-autismo/
Estimulaçao sensorial /Psicomotricidade
Estimulação Sensorial ou Integração Sensorial
Todas as crianças dentro do espectro autístico apresentam alguma forma de particularidade sensorial. Assim como tudo o mais relacionado ao autismo, há uma grande variação no grau de intensidade e na forma das experiências sensoriais vividas por aqueles com autismo.
Algumas crianças são hipersensíveis quanto à recepção de informações sensoriais. Por exemplo, crianças relatam serem capazes de ouvir conversas ou o som de móveis sendo arrastados em outros prédios. Outras crianças são tão sensíveis ao estímulo táctil (toque) que não toleram a sensação da etiqueta em suas camisetas. Por outro lado, algumas crianças aparentam ser hiposensíveis a estímulos sensoriais, ou seja, são pouco sensíveis e necessitam de uma maior intensidade de estímulo para que este seja percebido. Como exemplo, algumas crianças buscam a sensação de intensa pressão ao serem massageadas ou ao serem firmemente enroladas em pesados cobertores. Pesquisadores com Judith Bluestone (Instituto HANDLE, em Seattle, EUA), apontam para a possibilidade da hiposensibilidade ser na verdade uma hipersensibilidade ao extremo, o que levaria a pessoa a bloquear totalmente uma determinada sensação.
Muitas crianças no espectro aparentam ter complexos padrões de sensibilidades sensoriais. Por exemplo, uma criança pode ser hipersensível a sons e cheiros, mas hiposensível ao toque. Em outros casos, as sensibilidades das crianças parecem mudar de um momento para o outro, ou dentro de períodos de dias ou semanas. Elas podem ser hipersensíveis à luz em um dia e parecer hiposensíveis ou não afetadas pela luz em um outro dia. A ciência de hoje ainda não consegue explicar completamente por que isto acontece.
Estimulação sensorial ou Integração sensorial refere-se ao processo de organização cerebral para eficientemente processar a recepção de informação sensorial em uma representação coerente do mundo.
As crianças neurotípicas aprendem a integrar seus sentidos nos primeiros anos. Elas o fazem através de interações com as pessoas próximas e através de brincadeiras exploratórias. Na verdade, toda e qualquer ação da criança resulta em informação sensorial para o cérebro, o que contribui para o processo de organização e integração. Quando você vê um bebê colocando objetos na boca ou batendo objetos no chão você está testemunhando os métodos naturais do cérebro para a integração sensorial. Quando sua criança de 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta ou quer que você a segure de cabeça para baixo, ela está integrando seus sentidos. O sistema vestibular (que controla o equilíbrio) continua a amadurecer até a adolescência, o que explica o porquê dos adolescentes buscarem experiências intensas como as das montanhas-russas, enquanto que os adultos geralmente não as toleram fisicamente.
Crianças com autismo não são diferentes em relação a isto. Elas também recebem a informação sensorial que ajuda o cérebro a se organizar através de atividades como rodar, balançar, correr, pular, bater, tocar, mastigar, apertar, e cheirar! A diferença é que crianças com autismo geralmente necessitam fazer estas atividades por períodos maiores e de forma mais intensa do que outras crianças. Algumas delas também continuam a precisar destes tipos de estímulos engajando-se em comportamentos auto-estimulatórios que não seriam considerados “apropriados” para suas idades em nossa sociedade. Devido a comportamentos desta natureza, crianças com autismo são amplamente incompreendidas e, em alguns casos, maltratadas.
Nossa experiência , assim como conclusões de estudos recentes , nos demonstra que as crianças com autismo necessitam deste estímulo sensorial para ajudá-las a organizar seus sentidos , e que a interrupção forçada destas atividades de fato aumenta os níveis de estresse, reduz a integração sensorial e a habilidade da criança de se concentrar durante a aprendizagem.
Estimulação sensorial ou Integração sensorial refere-se ao processo de organização cerebral para eficientemente processar a recepção de informação sensorial em uma representação coerente do mundo.
As crianças neurotípicas aprendem a integrar seus sentidos nos primeiros anos. Elas o fazem através de interações com as pessoas próximas e através de brincadeiras exploratórias. Na verdade, toda e qualquer ação da criança resulta em informação sensorial para o cérebro, o que contribui para o processo de organização e integração. Quando você vê um bebê colocando objetos na boca ou batendo objetos no chão você está testemunhando os métodos naturais do cérebro para a integração sensorial. Quando sua criança de 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta ou quer que você a segure de cabeça para baixo, ela está integrando seus sentidos. O sistema vestibular (que controla o equilíbrio) continua a amadurecer até a adolescência, o que explica o porquê dos adolescentes buscarem experiências intensas como as das montanhas-russas, enquanto que os adultos geralmente não as toleram fisicamente.
Crianças com autismo não são diferentes em relação a isto. Elas também recebem a informação sensorial que ajuda o cérebro a se organizar através de atividades como rodar, balançar, correr, pular, bater, tocar, mastigar, apertar, e cheirar! A diferença é que crianças com autismo geralmente necessitam fazer estas atividades por períodos maiores e de forma mais intensa do que outras crianças. Algumas delas também continuam a precisar destes tipos de estímulos engajando-se em comportamentos auto-estimulatórios que não seriam considerados “apropriados” para suas idades em nossa sociedade. Devido a comportamentos desta natureza, crianças com autismo são amplamente incompreendidas e, em alguns casos, maltratadas.
Nossa experiência , assim como conclusões de estudos recentes , nos demonstra que as crianças com autismo necessitam deste estímulo sensorial para ajudá-las a organizar seus sentidos , e que a interrupção forçada destas atividades de fato aumenta os níveis de estresse, reduz a integração sensorial e a habilidade da criança de se concentrar durante a aprendizagem.
O que é Ecolalia ???
ECOLALIA: QUANDO O AUTISTA APENAS REPETE PALAVRAS, FRASES OU PERGUNTAS
Ecolalia é a repetição de palavras, frases ou perguntas que muitos autistas apresentam. O ato de repetição pode ocorrer porque a criança quer apenas ouvir sua própria vez, como os bebês fazem ao balbuciar. Pode significar, também que a criança com autismo não entendeu o significado do que foi dito a ela.
A ecolalia é vista por especialistas como um bom sinal. Para incrementar a linguagem da criança, é recomendado que as atividades sejam acompanhadas de comentários. No caso de jogos, por exemplo, é possível dizer o que será feito em seguida ou descrever o que está sendo feito.
É importante saber qual o comentário que a criança já conhece. Todos os comentários devem ser claros e objetivos, e nunca deve-se usar sarcasmo ou ironia. O tom de voz deve ser alegre e expressivo, dando ênfase às palavras principais da frase. Usar frases curtas e simples, dando instruções objetivas, também facilitam a compreensão. Dizer “Tire a roupa e entre no chuveiro” é muito mais eficiente do que “Você brincou bastante hoje e está suado; precisa tomar banho para ficar limpo e cheiroso antes de dormir”. Gestos simples e até linguagem de sinais também podem reforçar a compreensão do que está sendo dito à criança.
Pode-se ainda desenvolver brincadeiras que sejam acompanhadas de frases repetidas a cada ação, como “Preparar, apontar, já!”. Após várias repetições da mesma frase, pode-se ainda não falar a última palavra, para verificar se a criança está acompanhando e se ela mesma lembra-se de dizer a palavra. Músicas curtas e repetitivas também são úteis quando se pretende incrementar a fala da criança autista.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.wordpress.com
Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo
TRABALHO MOSTRA QUE CONEXÃO FRACA ENTRE O CÓRTEX AUDITIVO E REGIÕES RESPONSÁVEIS PELO SISTEMA DE RECOMPENSA NO CÉREBRO FAZ COM QUE CRIANÇAS COM AUTISMO NÃO SE SINTAM MOTIVADAS A TROCAR INFORMAÇÕES
Um estudo publicado nesta segunda-feira noPNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil.
Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.
De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.
Fonte : http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estimulo-da-fala-nao-e-agradavel-para-criancas-autistas-diz-estudo
Revista: Veja
Metodologia de Estimulaçao para Autistas
PECS
Picturing Exchanging Communication System
(Sistema de Comunicação pela Troca de Figuras)
O PECS foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Andrew Bondy e pela fonoaudióloga Lori Frost. Eles viram que muitas crianças com autismo tinham dificuldade com imitação, especialmente a imitação verbal (imitar palavras) e mesmo aquelas que eram capazes de imitar, geralmente não usavam as palavras para se comunicar espontaneamente. Bondy e Frost queriam encontrar uma maneira de ajudar as crianças com autismo a se comunicar de uma forma funcionalmente fácil e socialmente aceitável. Também queriam encontrar uma forma de fazê-lo que fosse fácil para os pais e outras pessoas aprenderem e entenderem, dando à criança a possibilidade de se tornar mais integrada socialmente e ao mesmo tempo mais independente.
O PECS dá à criança a possibilidade de expressar suas necessidades e desejos de uma maneira muito fácil de entender. Muitas crianças que começaram a utilizar o PECS também desenvolvem a fala como um efeito colateral, claro que é um efeito colateral muito agradável!
PROGRAMA SON-RISE
O Programa Son-Rise é centrado na pessoa com autismo. Isto significa que o tratamento parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da pessoa, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da pessoa com autismo”, buscando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta pessoa em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a pessoa como um ser único e maravilhoso, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa pessoa?” Quando a pessoa com autismo sente-se segura e aceita por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer.
O Programa Son-Rise é lúdico. A ênfase está na diversão. Isto significa que os pais, facilitadores e voluntários seguem os interesses da criança e oferecem atividades divertidas e motivadoras nas quais a criança esteja empolgada para participar. O mesmo aplica-se para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com um adulto, este adulto facilitador poderá então criar interações que a ajudarão a aprender todas as habilidades do desenvolvimento que são aprendidas através de interações dinâmicas com outras pessoas (por exemplo, o contato visual “olho no olho”, as habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as sutilezas do relacionamento humano). O Programa Son-Rise instrui os pais na criação destas efetivas interações com a criança ou adulto de forma que eles possam dirigir o programa de seus filhos e ajudá-los durante todas as interações diárias com eles.
MÉTODOLOGIA TEACCH
O programa Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, é um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em diferentes situações e frente a diferentes estímulos.
Na terapêutica psicopedagógica do método Teacch trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras,
cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa . Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em seqüência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola . Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta . Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática.
METODOLGIA FLOORTIME
Desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan, Floortime (ao pé da letra tempo no chão) é um método de tratamento que leva em conta a filosofia de interagir com uma criança autista. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interação com um adulto que vá de encontro com a criança independente do seu estágio atual de desenvolvimento e que o ajuda a descobrir e levantar a sua força.
A meta no Floortime é desenvolver a criança dentro dos 6 marcos básicos para a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual do indivíduo. No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e segue aos comandos que a própria criança lidera. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para atividades de interação mais complexa, um processo conhecido como ” abrindo e fechando círculos de comunicação”. Floortime não separa ou foca nas diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades propriamente, enfatizando o desenvolvimento emocional. A intervenção é chamada Floortime porque os adultos vão para o chão, para poder interagir com a criança no seu nível e olho no olho.
MÉTODO ABA
Applied Behavior Analysis refere-se a um vasto campo de pesquisas. Através de investigações científicas são procuradas regras que controlam o comportamento, no sentido de prever, manipular, mudar e prevenir determinados comportamentos.
O ensino de uma nova competência é efectuado em pequenos passos, e cada passo é intenso e gradual, até que seja aprendido. É realizado de um modo sistemático, consistente e gradual. Assim, é possível ter certeza que a criança percebe que tem muito sucesso e se sente recompensada.
Para os autistas, o mundo parece muito confuso. Portanto, quando a maioria das pessoas é consistente e clara, a criança começa a sentir sucesso e recompensa, e o mundo parece menos confuso, mais agradável e convidativo. Então, a criança tem motivação para comunicar com outras pessoas e outras crianças.
Fonte: http://cidaautismo.wordpress.com/metodologias-de-tratamento-para-autistas/
Picturing Exchanging Communication System
(Sistema de Comunicação pela Troca de Figuras)
O PECS foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Andrew Bondy e pela fonoaudióloga Lori Frost. Eles viram que muitas crianças com autismo tinham dificuldade com imitação, especialmente a imitação verbal (imitar palavras) e mesmo aquelas que eram capazes de imitar, geralmente não usavam as palavras para se comunicar espontaneamente. Bondy e Frost queriam encontrar uma maneira de ajudar as crianças com autismo a se comunicar de uma forma funcionalmente fácil e socialmente aceitável. Também queriam encontrar uma forma de fazê-lo que fosse fácil para os pais e outras pessoas aprenderem e entenderem, dando à criança a possibilidade de se tornar mais integrada socialmente e ao mesmo tempo mais independente.
O PECS dá à criança a possibilidade de expressar suas necessidades e desejos de uma maneira muito fácil de entender. Muitas crianças que começaram a utilizar o PECS também desenvolvem a fala como um efeito colateral, claro que é um efeito colateral muito agradável!
PROGRAMA SON-RISE
O Programa Son-Rise é centrado na pessoa com autismo. Isto significa que o tratamento parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da pessoa, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da pessoa com autismo”, buscando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta pessoa em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a pessoa como um ser único e maravilhoso, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa pessoa?” Quando a pessoa com autismo sente-se segura e aceita por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer.
O Programa Son-Rise é lúdico. A ênfase está na diversão. Isto significa que os pais, facilitadores e voluntários seguem os interesses da criança e oferecem atividades divertidas e motivadoras nas quais a criança esteja empolgada para participar. O mesmo aplica-se para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com um adulto, este adulto facilitador poderá então criar interações que a ajudarão a aprender todas as habilidades do desenvolvimento que são aprendidas através de interações dinâmicas com outras pessoas (por exemplo, o contato visual “olho no olho”, as habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as sutilezas do relacionamento humano). O Programa Son-Rise instrui os pais na criação destas efetivas interações com a criança ou adulto de forma que eles possam dirigir o programa de seus filhos e ajudá-los durante todas as interações diárias com eles.
MÉTODOLOGIA TEACCH
O programa Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, é um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em diferentes situações e frente a diferentes estímulos.
Na terapêutica psicopedagógica do método Teacch trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras,
cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa . Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em seqüência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola . Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta . Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática.
METODOLGIA FLOORTIME
Desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan, Floortime (ao pé da letra tempo no chão) é um método de tratamento que leva em conta a filosofia de interagir com uma criança autista. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interação com um adulto que vá de encontro com a criança independente do seu estágio atual de desenvolvimento e que o ajuda a descobrir e levantar a sua força.
A meta no Floortime é desenvolver a criança dentro dos 6 marcos básicos para a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual do indivíduo. No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e segue aos comandos que a própria criança lidera. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para atividades de interação mais complexa, um processo conhecido como ” abrindo e fechando círculos de comunicação”. Floortime não separa ou foca nas diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades propriamente, enfatizando o desenvolvimento emocional. A intervenção é chamada Floortime porque os adultos vão para o chão, para poder interagir com a criança no seu nível e olho no olho.
MÉTODO ABA
Applied Behavior Analysis refere-se a um vasto campo de pesquisas. Através de investigações científicas são procuradas regras que controlam o comportamento, no sentido de prever, manipular, mudar e prevenir determinados comportamentos.
O ensino de uma nova competência é efectuado em pequenos passos, e cada passo é intenso e gradual, até que seja aprendido. É realizado de um modo sistemático, consistente e gradual. Assim, é possível ter certeza que a criança percebe que tem muito sucesso e se sente recompensada.
Para os autistas, o mundo parece muito confuso. Portanto, quando a maioria das pessoas é consistente e clara, a criança começa a sentir sucesso e recompensa, e o mundo parece menos confuso, mais agradável e convidativo. Então, a criança tem motivação para comunicar com outras pessoas e outras crianças.
Fonte: http://cidaautismo.wordpress.com/metodologias-de-tratamento-para-autistas/
quarta-feira, 24 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
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