segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Primeira reportagem da serie do Fantastico " O Universo particular"



Autismo  1 Para cada 92

Autismo era considerado uma condição rara, que atingia quatro indivíduos para cada 10 mil vivos. Hoje, a pesquisa mais recente fala em um para cada 92.
Neste domingo (4), o Fantástico estreou a série ‘Autismo: Universo Particular’. Para produzir a série, Dráuzio Varella esteve casa de vários pacientes portadores desse transtorno para mostrar como vivem essas famílias e essas crianças.
No Paraná, há uma família com dois filhos em que o autismo se manifesta de uma forma bem diferente em cada um dos irmãos. O pai passa as noites segurando o filho enquanto ele dorme.
Kevin não para de se mexer e se bate repetidamente. Durante a noite, ele acorda querendo tomar banho, porque só isso o acalma por algum tempo. “Já tive vontade até de me matar pela situação de bater nele, dele se agredir e não ter o que fazer, entendeu? Já passou pela minha cabeça de fazer qualquer besteira, então é difícil”, conta o pai.
Os pais de Kevin estão em busca do diagnóstico de que o filho tenha autismo, um distúrbio que desafia a ciência. Não se sabe as suas causas e ele é cada vez mais comum. Especialistas calculam que o autismo atinja 1% das crianças.
“O autismo hoje é considerado um distúrbio no desenvolvimento causado por condições genéticas e ambientais e que, na verdade, não é uma condição só. Hoje, a gente fala em um conjunto de autismos pela enorme variabilidade que ele tem. A característica fundamental dos autismos é o prejuízo na comunicação, na interação social e na presença de comportamentos peculiares. Comportamentos repetitivos sem muito significado, que os indivíduos parecem ficar realizando sem uma finalidade muito clara”, explica o neuropediatra especialista em autismo Salomão Schwartzman.
O médico explica que o autismo era considerado uma condição rara, que atingia quatro indivíduos para cada 10 mil vivos. Ele aponta que a pesquisa mais recente fala em um para cada 92. “A gente está falando de uma coisa que não é rara, é extremamente comum. Você encontra na escola, no escritório, no seu consultório, identifique ou não”, avalia Schwartzman.
Segundo o especialista, o autista é metódico. “O mundo ideal é aquele em que as coisas não se modificam. Eu acordo na mesma hora, visto a mesma roupa, tomo café do mesmo jeito, no mesmo prato, com a mesma xícara. Qualquer variação disso traz um extremo desconforto”, explica o neuropediatra.
Uma família que vive o autismo muito intimamente mora em Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Renato, o pai, sempre foi meio esquisitão. “Desde criança eu achava ser estranho normal, mas porque eu tirava por mim. Para mim, todo mundo era estranho”, conta ele. Renato casou com Ana Maria, que já tinha uma filha, Fernanda. Juntos, eles tiveram Mateus e Máximo – os dois com autismo – e Bárbara, a mais nova. “Eu já estou mais do que acostumada a lidar com eles. Na verdade, acho eles mais fáceis por causa da questão da rotina”, diz Ana.
Mas mesmo as atividades mais rotineiras podem ser um imenso desafio para pessoas com autismo. Escolher um conjunto de roupas para trocar o filho pode ser uma tarefa impossível.
“É muita opção. Combinação de cor, de não sei o que... Sempre me visto pelo conforto e, exatamente para não ter esse problema de combinação, visto uma cor só”, brinca Renato.
Os humanos são animais sociais. Se não tivessem formado grupos, os antepassados teriam desaparecido da face da Terra. Mas há pessoas com transtorno de desenvolvimento que apresentam enorme dificuldade de relacionamento social. Para elas, sons, movimentos, olhares e solicitações dos outros provocam um curto-circuito que as deixa desorientadas e aflitas. O autismo é um transtorno desse tipo, no qual a rede de neurônios que controla, no cérebro, a comunicação e os contatos sociais está desorganizada. “Diria que a marca registrada do autismo é a falta de desejo ou de possibilidade de interagir com o outro”, diz Schwartzman.
Atualmente, o autismo é considerado um distúrbio com um amplo espectro de manifestações, desde as crianças, como Kevin e Máximo, que têm enormes dificuldades de responder aos estímulos, até pessoas que têm problemas de convívio social, mas são extremamente talentosas em áreas específicas. O cérebro deles funciona de forma única, que ainda é um mistério para a ciência.
Em um quarto cheio de circuitos eletrônicos e fórmulas matemáticas, um autista genial é Jacob Barnett. Ele está prestes a se tornar mestre em física quântica aos 14 anos. Ele dá aulas na internet desde pequeno e hoje participa de pesquisas na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e pode ganhar o Prêmio Nobel.
O caso dos irmãos de Curitiba Nicholas, de 13 anos, e Thomas, de 15, é parecido. O mais velho, que já aos 3 anos demonstrava facilidade com números, já fez diversos cursos em nível universitário nas áreas de matemática e ciência da computação.
Segundo o neuropediatra Salomão Schwartzman, o impacto de um filho autista em uma família pode ser brutal. “É algo muito difícil de você lidar. Quando você tem um filho que é um deficiente intelectual, por qualquer razão que seja, depois de algum tempo, por maior que seja o luto que você tem com relação a isso, você se habitua a uma criança que bem ou mal tem uma linha de base. Ou seja, ele tem prejuízos, mas que depois de algum tempo você sabe quais são e passa a conviver bem com isto”, diz.
Na novela ‘Amor à vida’, a atriz Bruna Linzmeyer interpreta Linda, uma garota com autismo. “Eu tinha ouvido falar muito pouco sobre o autismo, porque é um tema muito pouco conhecido pela nossa sociedade. A gente criou uma linguagem dessa personagem se comunicar, como ela dramaturgicamente se envolve em cena. Isso é o mais difícil. Cada detalhe é muito importante”, conta ela.
Na próxima semana, o Fantástico investiga o diagnóstico de autismo: como descobrimos que alguém tem autismo se nem sabemos ao certo o que provoca esse distúrbio? Não perca!

Fonte: G1

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Não percam Domingo no FANTÁSTICO na Rede Globo dia 04/08/2013 a estreia da série

Uma serie sobre 'Autismo Particular '

Reportagem do Programa HOJE EM DIA na rede Record


Inclusão social: pacientes com autismo recebem ajuda

  O apoio dos pais e da família é essencial para quem sofre com o autismo, mas o autista precisa de muito mais para viver com a doença, os pacientes com autismo também precisam do apoio da sociedade. http://r7.com/dxTX

Nota de Agradecimento




Queria Agradecer


O  Senhor  Alexandre Pimenta e Redação   do site pirituba.net por meio desta  agradecer o apoio e a colaboração na divulgação da Palestra



 http://www.pirituba.net/jornal/eventos/


Att

Kasulo Borboletas azuis

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nutriçao e Autismo

As proteínas que mais causam problemas aos autistas são as proteínas do leite, o glúten e da soja .
Como a digestão se torna pobre ocorre a digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas como: pensamentos conturbados, falta de atenção, dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor e irritabilidade.

dieta não faz nenhum milagre, mas pode facilitar a vida da pessoa com autismo.

APassos para colocar a dieta do autista em prática:
1. Retirar todas a alimentaçao vazia : Não existirá mais aquele lanchinho de comidas que não trazem benefícios nenhum para a saúde, além do que eles podem levar a uma série de desordens no ciclo de metilação                                                                                                                                                     2. Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos: O nível de toxinas ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de aluminio e de enlatados, o preparo de alimentos em microondas e a utilização de recipientes de plástico .
3. Higienize sua cozinha
4. Diminua o uso de alimentos industrializados: O idela seria excluir esse tipo de alimento da dieta. A maioria dos industrializados possuem glutamato monossodico e aspartame e sua composição, Esse compostos podem causar excitotoxidade
5. Diminua o consumo de açúcar: Diminuir tanto o açucar branco como o carboidrato refinado como biscoitos, pães, pizza,etc.
6. Retire todo o leite animal e seus derivados: Retirar da dieta todos os alimentos que possuam caseína, a proteína encontrada no leite. O leite pode ser substituido pelo leite de soja., porém usar somente o imprescindível, pois dependendo da situação do intestino da criança, ela pode ser tornar alérgica à soja.
7. Retirar alimentos com glúten: O glúten, encontrado em alimentos a base de trigo,cevada,aveia,malte e centeio deve ser retirado da dietas do autista.


Como fazer a retirada do Gluten e do Leite?
Inicie a retirada pelo leite e seus derivados, após 3 semanas ou um mês inicie a retirada do glúten gradativamente também até retirá-lo por completo. Dessa forma evita que a criança tenha crises de abstinência.
Quando parte da família consome alimentos com glúten, é importantissimo separar esses alimentos e utensilios de cozinha desses alimentos sem gluten, pois o glúten contamina os alimentos sem glúten, atraves da contaminação cruzada. Até mesmo o oleo da fritura tem que ser diferente.
As farinhas de glúten podem ser substituidas por uma combinação de 3 ou mais farinhas sem gluten. Como por exemplo fécula de batata, povilho e farinha de arroz integral.


Farinhas que não contém glúten:

• Amido de milho

• Farinha de amaranto
• Farinha de amendoim, amêndoas e castanhas
• Farinha de araruta
• Farinha de arroz branco
• Farinha de arroz integral
• Farinha de arroz gltuinoso
• Farinha de banana verde
• Farinha de grao de bico
• Farinha de lentilha
• Farinha de milho amarelo
• Farinha de milho branco
• Farinha de painço
• Farinha de quinua
• Farinha de trigo sarraceno
• Polvilho azedo
• Polvilho doce ou fécula de mandioca
• Farinha de tapioca
• Fécula de batata
O açucar branco pode ser substituído por:
• Néctar de Agave
• Maple Syrup
• Xylitol
• Estévia

Depois de fazer as substituições necessárias é necessário que seja feito um enriquecimento da dieta com alimentos de alto valor nutritivo, como por exemplo com o uso do kefir, tofu, grãos germinados, ghee.
Fonte :http://cidaautismo.wordpress.com/nutricao-e-autismo/

Estimulaçao sensorial /Psicomotricidade



Estimulação Sensorial ou Integração Sensorial
Todas as crianças dentro do espectro autístico apresentam alguma forma de particularidade sensorial. Assim como tudo o mais relacionado ao autismo, há uma grande variação no grau de intensidade e na forma das experiências sensoriais vividas por aqueles com autismo.

Algumas crianças são hipersensíveis quanto à recepção de informações sensoriais. Por exemplo, crianças relatam serem capazes de ouvir conversas ou o som de móveis sendo arrastados em outros prédios. Outras crianças são tão sensíveis ao estímulo táctil (toque) que não toleram a sensação da etiqueta em suas camisetas. Por outro lado, algumas crianças aparentam ser hiposensíveis a estímulos sensoriais, ou seja, são pouco sensíveis e necessitam de uma maior intensidade de estímulo para que este seja percebido. Como exemplo, algumas crianças buscam a sensação de intensa pressão ao serem massageadas ou ao serem firmemente enroladas em pesados cobertores. Pesquisadores com Judith Bluestone (Instituto HANDLE, em Seattle, EUA), apontam para a possibilidade da hiposensibilidade ser na verdade uma hipersensibilidade ao extremo, o que levaria a pessoa a bloquear totalmente uma determinada sensação.
Muitas crianças no espectro aparentam ter complexos padrões de sensibilidades sensoriais. Por exemplo, uma criança pode ser hipersensível a sons e cheiros, mas hiposensível ao toque. Em outros casos, as sensibilidades das crianças parecem mudar de um momento para o outro, ou dentro de períodos de dias ou semanas. Elas podem ser hipersensíveis à luz em um dia e parecer hiposensíveis ou não afetadas pela luz em um outro dia. A ciência de hoje ainda não consegue explicar completamente por que isto acontece.

Estimulação sensorial ou Integração sensorial refere-se ao processo de organização cerebral para eficientemente processar a recepção de informação sensorial em uma representação coerente do mundo.

As crianças neurotípicas aprendem a integrar seus sentidos nos primeiros anos. Elas o fazem através de interações com as pessoas próximas e através de brincadeiras exploratórias. Na verdade, toda e qualquer ação da criança resulta em informação sensorial para o cérebro, o que contribui para o processo de organização e integração. Quando você vê um bebê colocando objetos na boca ou batendo objetos no chão você está testemunhando os métodos naturais do cérebro para a integração sensorial. Quando sua criança de 4 anos pula na cama, roda em torno do próprio eixo até ficar tonta ou quer que você a segure de cabeça para baixo, ela está integrando seus sentidos. O sistema vestibular (que controla o equilíbrio) continua a amadurecer até a adolescência, o que explica o porquê dos adolescentes buscarem experiências intensas como as das montanhas-russas, enquanto que os adultos geralmente não as toleram fisicamente.
Crianças com autismo não são diferentes em relação a isto. Elas também recebem a informação sensorial que ajuda o cérebro a se organizar através de atividades como rodar, balançar, correr, pular, bater, tocar, mastigar, apertar, e cheirar! A diferença é que crianças com autismo geralmente necessitam fazer estas atividades por períodos maiores e de forma mais intensa do que outras crianças. Algumas delas também continuam a precisar destes tipos de estímulos engajando-se em comportamentos auto-estimulatórios que não seriam considerados “apropriados” para suas idades em nossa sociedade. Devido a comportamentos desta natureza, crianças com autismo são amplamente incompreendidas e, em alguns casos, maltratadas.
Nossa experiência , assim como conclusões de estudos recentes , nos demonstra que as crianças com autismo necessitam deste estímulo sensorial para ajudá-las a organizar seus sentidos , e que a interrupção forçada destas atividades de fato aumenta os níveis de estresse, reduz a integração sensorial e a habilidade da criança de se concentrar durante a aprendizagem.

Cristiano Camargo - Escritor ( Aspenger )

Quadro "NOSSA GENTE" escritor CRISTIANO CARMARGO


O que é Ecolalia ???

ECOLALIA: QUANDO O AUTISTA APENAS REPETE PALAVRAS, FRASES OU PERGUNTAS

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Ecolalia é a repetição de palavras, frases ou perguntas que muitos autistas apresentam. O ato de repetição pode ocorrer porque a criança quer apenas ouvir sua própria vez, como os bebês fazem ao balbuciar. Pode significar, também que a criança com autismo não entendeu o significado do que foi dito a ela.
A ecolalia é vista por especialistas como um bom sinal. Para incrementar a linguagem da criança, é recomendado que as atividades sejam acompanhadas de comentários. No caso de jogos, por exemplo, é possível dizer o que será feito em seguida ou descrever o que está sendo feito.
É importante saber qual o comentário que a criança já conhece. Todos os comentários devem ser claros e objetivos, e nunca deve-se usar sarcasmo ou ironia. O tom de voz deve ser alegre e expressivo, dando ênfase às palavras principais da frase. Usar frases curtas e simples, dando instruções objetivas, também facilitam a compreensão. Dizer “Tire a roupa e entre no chuveiro” é muito mais eficiente do que “Você brincou bastante hoje e está suado; precisa tomar banho para ficar limpo e cheiroso antes de dormir”. Gestos simples e até linguagem de sinais também podem reforçar a compreensão do que está sendo dito à criança.
Pode-se ainda desenvolver brincadeiras que sejam acompanhadas de frases repetidas a cada ação, como “Preparar, apontar, já!”. Após várias repetições da mesma frase, pode-se ainda não falar a última palavra, para verificar se a criança está acompanhando e se ela mesma lembra-se de dizer a palavra. Músicas curtas e repetitivas também são úteis quando se pretende incrementar a fala da criança autista.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.wordpress.com

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo

TRABALHO MOSTRA QUE CONEXÃO FRACA ENTRE O CÓRTEX AUDITIVO E REGIÕES RESPONSÁVEIS PELO SISTEMA DE RECOMPENSA NO CÉREBRO FAZ COM QUE CRIANÇAS COM AUTISMO NÃO SE SINTAM MOTIVADAS A TROCAR INFORMAÇÕES




Um estudo publicado nesta segunda-feira noPNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil.
Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.
De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.

Fonte :  http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estimulo-da-fala-nao-e-agradavel-para-criancas-autistas-diz-estudo
Revista: Veja  

Metodologia de Estimulaçao para Autistas


PECS
Picturing Exchanging Communication System
(Sistema de Comunicação pela Troca de Figuras)
O PECS foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Andrew Bondy e pela fonoaudióloga Lori Frost. Eles viram que muitas crianças com autismo tinham dificuldade com imitação, especialmente a imitação verbal (imitar palavras) e mesmo aquelas que eram capazes de imitar, geralmente não usavam as palavras para se comunicar espontaneamente. Bondy e Frost queriam encontrar uma maneira de ajudar as crianças com autismo a se comunicar de uma forma funcionalmente fácil e socialmente aceitável. Também queriam encontrar uma forma de fazê-lo que fosse fácil para os pais e outras pessoas aprenderem e entenderem, dando à criança a possibilidade de se tornar mais integrada socialmente e ao mesmo tempo mais independente.
O PECS dá à criança a possibilidade de expressar suas necessidades e desejos de uma maneira muito fácil de entender. Muitas crianças que começaram a utilizar o PECS também desenvolvem a fala como um efeito colateral, claro que é um efeito colateral muito agradável!

PROGRAMA SON-RISE
O Programa Son-Rise é centrado na pessoa com autismo. Isto significa que o tratamento parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da pessoa, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da pessoa com autismo”, buscando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta pessoa em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a pessoa como um ser único e maravilhoso, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa pessoa?” Quando a pessoa com autismo sente-se segura e aceita por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer.
O Programa Son-Rise é lúdico. A ênfase está na diversão. Isto significa que os pais, facilitadores e voluntários seguem os interesses da criança e oferecem atividades divertidas e motivadoras nas quais a criança esteja empolgada para participar. O mesmo aplica-se para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com um adulto, este adulto facilitador poderá então criar interações que a ajudarão a aprender todas as habilidades do desenvolvimento que são aprendidas através de interações dinâmicas com outras pessoas (por exemplo, o contato visual “olho no olho”, as habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as sutilezas do relacionamento humano). O Programa Son-Rise instrui os pais na criação destas efetivas interações com a criança ou adulto de forma que eles possam dirigir o programa de seus filhos e ajudá-los durante todas as interações diárias com eles.

MÉTODOLOGIA TEACCH
O programa Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, é um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em diferentes situações e frente a diferentes estímulos.
Na terapêutica psicopedagógica do método Teacch trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras,
cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa . Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em seqüência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola . Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta . Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática.

METODOLGIA FLOORTIME
Desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan, Floortime (ao pé da letra tempo no chão) é um método de tratamento que leva em conta a filosofia de interagir com uma criança autista. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interação com um adulto que vá de encontro com a criança independente do seu estágio atual de desenvolvimento e  que o ajuda a descobrir e levantar a sua força.
A meta no Floortime é desenvolver a criança dentro dos 6 marcos básicos  para a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual do indivíduo. No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e segue aos comandos que a própria criança lidera. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para atividades de interação mais complexa, um processo conhecido como ” abrindo e fechando círculos de comunicação”. Floortime não separa ou foca nas diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades propriamente, enfatizando o desenvolvimento emocional. A intervenção é chamada Floortime porque os adultos vão para o chão, para poder interagir com a criança no seu nível e olho no olho.

MÉTODO ABA
Applied Behavior Analysis refere-se a um vasto campo de pesquisas. Através de investigações científicas são procuradas regras que controlam o comportamento, no sentido de prever, manipular, mudar e prevenir determinados comportamentos.
O ensino de uma nova competência é efectuado em pequenos passos, e cada passo é intenso e gradual, até que seja aprendido. É realizado de um modo sistemático, consistente e gradual. Assim, é possível ter certeza que a criança percebe que tem muito sucesso e se sente recompensada.
Para os autistas, o mundo parece muito confuso. Portanto, quando a maioria das pessoas é consistente e clara, a criança começa a sentir sucesso e recompensa, e o mundo parece menos confuso, mais agradável e convidativo. Então, a criança tem motivação para comunicar com outras pessoas e outras crianças.

Fonte:  http://cidaautismo.wordpress.com/metodologias-de-tratamento-para-autistas/

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mamães Coragem !!!!


Katia -mae do vitor hugo
Viviane -mae da Tamires 
Dora -mae da Graziela
Beth - mae do Rafael

Adriana- mae do Armando

Anete -mae do Vinicius 
ivonete-mae do Rodrigo

Cristiane- mae da Leticia 

Antonia -mae do Matheus 
kellen -mae da nicole 

Regiane- mae da Fernanda 
Denise- mae do vinicius 
Madalena- mae do Renato
Isabel cristina -mae da gabriele
Debora -mae do Pedro
Marysol-mae do raphael 

Kelly- Mãe do Kaue 
Danielle-Mãe da Catarina 



Dione -Mae da Ana Beatriz

Essas São as minhas companheiras de batalha , juntas lutamos para divulgar e dar qualidade de vida aos nossos filhos , nao queremos ter a imagem da vitima e sim das guerreiras que relmente somos , onde com a nossa dificuldade nos fez seguir em frente e semear o conhecimento, igualdade e quebrar a barreira do preconceitos , Queridas mamaes essa e a nossa homenagem singela a voces !!
Avante sempre Vamos escrever uma linda historia no livro da vida ...










Esporte ajuda o desenvolvimento de crianças com autismo ....


Historia de carly..

Historia de carly uma autista severa que consegue um meio de comunicaçao, atraves do teclado do computador , linda !!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

A Familia Toda Abraça a Causa !!!!

Quando temos um autista na família,a família toda , passa por uma reestruturação.
Pois, por mais que digamos que e lindo ter um anjo especial em nossas vidas , também e muito complicado conviver com esta situação, ate pela nossa falta de informação , de como lidar com diversas situações , requer muita paciência , e o mais importante  " Muito Amor " !!! 
pois o autismo e uma síndrome pouco estudada , e o que sabemos ate então, e que não tem cura e sim tratamento , mas e como eu costumo dizer as mamães minhas parceiras , temos duas alternativas , quando nos deparamos com esta situação , ou sofremos com os problemas e dificuldades  ( que convenhamos não são poucas ) Ou procuramos como melhorar a nossa qualidade de vida . 
Eu sinceramente depois de ter passado pelo meu período de luto ( Período que descobrimos a síndrome e passamos a conviver e aceitar a atual situação )resolvi buscar , o que ? Ainda não sei, uma qualidade de vida  para minha filha e minha família ? Hoje em meados dos meus 7 anos convivendo com a minha filha e com a sua situação , cheguei a conclusão , que e difícil , mas temos que estar bem ( as mamães ) para cuidar bem , E o estar bem que eu digo e em relação , a conviver com a atual situação , e não se colocar na posição da Vitima , pois eu sempre digo que deus escolhe as mães especiais a dedo , pois e a elas que ele confia os teus anjos , e como ele escolheria pessoas fracas ??? Deus e sábio , não concorda ???
Nessa caminhada Posso contar com a minha família que graças a deus me apoia em todos os aspectos !!!! Obrigada minha Família , vocês são tudo para mim !! Amo vc s !!

Dione - Presidente Kasulo Mãe com muito orgulho de Ana Beatriz 10Anos -Autista 
Ana Beatriz  10 Anos -Autista 
Andre Luiz (irmãozão) 6anos
Ana Giullya -5 anos Irma caçula 



Vovó Cida                                                               Nycollas -primo 3 anos 
Dione & Bia 





Campanha Kasulo de Concientizaçao do autismo !! By Danielle Percinoto

O Video mostra nossas crianças em  seu cotidiano de atividades desenvolvidas no Ama/Creapp